quarta-feira, 1 de julho de 2009

Atrevida, eu?



Não é uma nova auau na casa, calma. Essa aí, na verdade, é a primeira folgada de carteirinha da família. Até ela, cachorro era cachorro nessa casa. Mas, um belo dia a Funny achou que ficar ao lado da cama da vovó (que eu não cheguei a conhecer) era pouco e, muito faceira, subiu sem nem pedir licença.


Sim, ela levou bronca, mas ficou todo mundo espantando com aquela coisinha miudinha das perninhas finas tinha pulado tão alto. Pronto, daí para a frente, nenhuma cachorrinha desta casa dormiu no chão, a não ser que quisesse.


Como uma pincher, quase 100%, que se preza ela jurava que era o doberman da casa. E ai de quem achasse o contrário e se metesse a entrar sem ser convidado. (Convidado também tinha que ser mais ou menos cauteloso também.) A Funny foi para o céu dos cachorros no ano passado e garanto que está vigiando tudo direitinho por lá, ô se está.

quinta-feira, 4 de junho de 2009


Sumi muito tempo, nossa. Mas eu juro que estou bem, como sempre. Olha eu aí deitadinha junto com a Angel. Agora ela usa esse abajur na cabeça... Não é todo dia, só quando ela decide coçar muito a orelha. A mamãe e a Lalá brigam e colocam isso, para ela não se machucar.
Eu continuo aprontando das minhas. Hoje mesmo comi uma barra de chocolate praticamente inteira. Tenho certeza absoluta que aquilo estava me chamando de cima da mesa! Acho, aliás, que estou de castigo por isso, já que uma cheirada no meu focinho me entregou. As coisas gostosas sempre têm cheiro marcante, algo que sempre me denuncia...
Lambidinhas e latidinhos!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Hanna procura dono amoroso


Oi, sumi mesmo. muitas travessuras...


Essa amiguinha aí na foto é a Hanna. Ela é uma bebê de 3 meses, esperta, doce, companheira, dengosa!!!!Provavelmente ficará no porte do Cocker só que com o pêlo curto. Quem tiver interesse é só ligar para a Fabíola: 8109-9796

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Talentos caninos



Folgada, eu? Na realidade é uma disputa focinho a focinho para ver quem consegue ser mais peste ou mais fofa nessa casa. Angel só parece quietinha porque já é uma velhinha. Ela já roubou um bolo de cima da mesa, para comer só a parte crocante de cima; já mastigou dois pares de pantufas, uma que não era dela por sinal; já roubou cenoura da geladeira; já mastigou a capa de um livro de matemática. Nem só de Bruna vive está casa. Ela também já caçou um rato e saiu correndo ao redor da casa com ele na boca, Lalá correndo aos berros de "Larga!" atrás dela.

Mas a coitada já fez umas coisas bem mais legais. Para perceber que as pessoas estão tristes, ela é a melhor. Senta do lado, faz cara de que compreende o que acontece e fica ali só para ser abraçada. Não que ela esteja precisando, mas a pessoa em questão está. Angel não sabe enxugar lágrimas, mas serve muito bem para aliviar o sofrimento dos outros. Quero aprender como ela faz isso. Porque parece ser muito útil.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Me dá!


- Me dá, me dá me dá! Por favor, por favor, por favor.
- Não Bruna! Deixa eu escrever...
- Mas eu quero...
- Não! E não faz essa cara de coitada.
- Humpf! Só um pouquinho...
- Não, vai buscar a sua bolinha.
- Não sei onde está.
- Procura!
- Mas eu quero...
- Procura sua bolinha, sua bonequinha, seu ursinho, seu sapinho... Qualquer um serve para você brincar.
- Mas isso aí na sua mão é mais legal.
- Bruna, saí de cima desse jornal. Não senta... Aff, sentou.
- Só saio se você me der isso aí.
- Nunca foi tão difícil fazer palavras-cruzadas nesta casa.
- Me dá a caneta!
- Não! E não me morde!
- Me dá, me dá, me dá...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os pequeninos


Não, eu não sou a menor criaturinha nessa residência. Esses aí são o Itsy (cinza) e a Bitsy (preta). Nem a mais covarde da casa, esse é o Itsy; imagine uma coisinha medrosa! Não pode me ouvir que se esconde debaixo da serragem. Como se eu pudesse entrar na gaiola. E olha que eu só queria brincar com eles, coisa que niguém deixa! Maldade, ficam com medo de eu acertar a pata com muita força. Justo eu, que sou "tão" delicada.


A Bitsy é muito cheia de si, independente que só ela. A água acabou? Pois ela derruba o bebedouro no ato pedindo mais. Acabou a comida? Passa a patinha no metal para chamar atenção, igual prisioneiro de filme. O barulho é irritante e até eu corro para ver se anda mais rápido.


Bom mesmo é que quando colocam comida para eles, eu sempre ganho uma semente de girassol aqui, outra ali. Eu adoro! Caiu uma no chão uma vez e eu peguei para mim, comi e fui pedir mais. Claro que não ganhei, mas quando cai alguma, todo mundo já sabe que é minha. Às vezes tenho a impressão de que os os pequeninos jogam algumas para mim. Deve ser, eles não costumam perder as coisas, ainda mais comida.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Alguns apelidos e definições


- "Bruna Aparecida", porque eu a-do-ro chamar atenção! Passar despercebida, de jeito nenhum;


- "Fiel escudeira" porque levantou, lá vou eu atrás, dar apoio moral seja no que for;


- "Focinho de pau" porque eu estou pedindo comida com a maior cara de faminta, 30 segundos depois de ter jantando;


- "Fantasminha" porque as patinhas leves pouco fazem barulho e sempre parece que eu surgi do nada;


- "Bubu" quando eu não estou aprontando, mas estou desconfiada de alguém ou algo;


- "Estrupiciozinho" quando eu realmente estou correndo igual uma maluca feliz pelo corredor e aterrorizando a pobre da Angel.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Patinho Assassino



Olha aí eu imitando o "patinho assassino" da Lalá! Eu simplesmente adorava roubar tudo que tinha enfeitando a cama dela. Tinha, porque agora ela reorganizou o quarto todinho para eu não conseguir fugir com nada. Só porque eu tirei o focinho do Sansão (aquele coelho da Mônica), roí a sobrancelha do Remi ( o ratinho do Ratatoille), abri um rasgo em um hipopótamo marrom e voou bolinha de enchimento pela casa toda e insisto em arrancar o laço do rabinho do Bizonho/Ió a todo custo...

Sabe porque o patinho tem esse nome? Diz a Lalá que é por causa de um vídeo de uma banda que ela não sabe o nome. A menina tocava em uma banda e tinha um patinho de pelúcia, que morria de ciúmes dos meninos da banda. Por fim ele bateu em todos, levou a maior bronca e foi atropelado. Mas em um outro vídeo ele volta!!! Todo cheio de curativos, por sinal.

Hum, estou vendo uma pantufa ótima para mastigar! Fui!

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Caso da Geladeira 2


Certo, tudo "organizado".

Ai meu São Francisco de Assis... Elas voltaram. E fizemos pose de que nada aconteceu. Funcionou. Até a Lalá ir buscar a nossa comida na cozinha.

"Ô mãe, você gastou o molho de tomate todo?"

Xiiii, era esse o nome...

"Não, por que?"

"Porque a latinha está vazia no chão. E o prato onde estava o bife também."

Nesse momento não posso narrar qual era a cara da mamãe ou da Lalá, nem a da Angel. Eu fugi para debaixo da cama mais próxima.

"E a geladeira está aberta!"

"Brunaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaangel!"

Droga, droga, elas perceberam. Preciso dizer que a janta foi cancelada? Lalá repetia a cada dez segundos que a gente comeu o BIFE! E a cara de mamãe quando descobriu o potinho roído debaixo do sofá?

"Brunaaaa, você comeu o tomate seco todo, sua maluca!"

Só para ter certeza de que estava certa, Lalá cheirou os nossos focinhos!

"Hum, cheiro de bife. Feia, feia Angel! Bruna não está com cheiro de carne. Comeu tomate seco e esse cheiro doce só pode ser molho de tomate!"

Acho que nunca mais a gente vai ter um banquete desses...




sábado, 3 de janeiro de 2009

O Caso da Geladeira Parte 1

Eu sempre falo da Angel, mas nunca mostrei a foto dela. Essa coisa metida aí, ó...

Mamãe e Lalá saíram e parecia que iam demorar. Sempre que a gente ganha ração e conferem se temos água o bastante na tigela é sinal de que não vão chegar tão cedo. E o que a gente faz agora?Quem vai brincar comigo? Angel, joga minha bolinha?

Lá estava a Angel sentada na frente da geladeira. Eu estava brincado com a minha bolinha na sala. Não sei exatamente o que ela fez, mas a porta da geladeira se abriu. Ficamos olhando para as prateleiras cheias de coisas com a maior cara de espanto.
Tinha um potinho transparente com alguma coisa vermelha boiando lá dentro. E uma latinha menor ainda, vermelha também. Eu peguei os dois para mim. A Angel puxou um prato e caiu um bife inteirinho na frente dela! Só que junto veio um outro prato cheio de arroz. Uma bagunça só. Muito engraçado, mas era certeza que levaríamos a maior bronca do mundo com aquilo tudo caído no chão e a porta aberta.

Estrago feito, a Angel resmungou que era melhor limpar a sujeira. Assim, não ia ter como saberem quem abriu a porta. Aliás, a porta da geladeira foi voltando e fechou sozinha. Quase prendeu meu focinho! Rapidinho o bife desapareceu. A egoísta nem me deu um pedaço! O arroz nós labemos do chão e ainda bem que a tigela não quebrou. A latinha estava aberta e eu lambi a coisa vermelha que tinha lá dentro. O potinho estava fechado, não abriu com a queda.
Mesmo assim, eu queria muito saber o que era e fui roendo as beiradas. De repente o pote fez um estalo; aquela coisa tinha um gosto bom e eu comi. Para ninguém notar, joguei os vestígios debaixo do sofá. O prato empurramos para debaixo da mesa da cozinha. Podiam muito bem achar que tinham esquecido ali, certo?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Incrível Caso da Bolinha Amarela

Já contei que ganhei uma bolinha, certo? Pois ela é azul e minha brincadeira favorita é jogá-la para lá e para cá. É bem divertido quando a Lalá brinca comigo ou a mamãe também. Mas tem dias em que eu procuro coisas novas para jogar. Um dia desses eu estava fuçando por aqui e a casa estava muito quieta. A Angel dormia, a Lalá lia e a mamãe estava mexendo no computador. Futricando na cozinha - incrível eu não ter levado nenhuma bronca - encontrei uma bolinha amarela e fui toda contente brincar.

Subi no sofá e deitei nas pernas da Lalá, que continuava lendo um livro e nem olhou para mim. Mordi, mordi, mordi e cansei. Precisava que alguém jogasse para eu correr atrás. Soltei a bolinha e dei um latido. A Lalá bem que pegou a bolinha e já ia jogar para mim, quando ela percebeu que não era um dos meus brinquedos."Que bolinha gelada, Bruna!"


Tirando os olhos da leitura ela descobriu que a minha bolinha era uma batatinha que eu tinha tirado da fruteira... Uma pena, agora as batatas ficam dentro da geladeira, para eu não conseguir pegar. Mas naquele dia eu consegui pelo menos que a minha bollinha azul fosse arremessada várias vezes. Até eu cansar, na verdade, o que me impediu de aprontar mais alguma!